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	<title>Larissa Damasceno</title>
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	<description>Direito Empresarial e Contratual</description>
	<lastBuildDate>Mon, 14 Sep 2026 20:38:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Multa rescisória de 30%: posso cobrar? Entenda o que diz a lei</title>
		<link>https://larissadamasceno.com/multa-rescisoria-de-30-posso-cobrar-entenda-o-que-diz-a-lei/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Larissa Damasceno]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 20:38:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contratos]]></category>
		<category><![CDATA[Contrato prestação de serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Direito contratual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cobrar 30% de multa rescisória pode ser considerado ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor. Descubra quanto é permitido e como proteger seu negócio com um contrato bem elaborado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image alignfull size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="735" height="490" src="https://larissadamasceno.com/wp-content/uploads/2026/09/download.jpg" alt="" class="wp-image-141" style="aspect-ratio:1.5000237225411586" srcset="https://larissadamasceno.com/wp-content/uploads/2026/09/download.jpg 735w, https://larissadamasceno.com/wp-content/uploads/2026/09/download-480x270.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 735px, 100vw" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Posso cobrar 30% de multa rescisória?</strong> Essa é uma dúvida bastante comum entre prestadores de serviços que querem se proteger de cancelamentos e rescisões antecipadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta, porém, não é simplesmente “sim” ou “não”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A validade de uma multa rescisória depende de vários fatores, como o tipo de contrato, a relação entre as partes, o motivo do cancelamento e, principalmente, se o valor estabelecido é razoável e proporcional à situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, colocar uma multa de 30% no contrato não significa, por si só, que ela será sempre válida ou sempre abusiva.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é multa rescisória em contrato de prestação de serviços?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A multa rescisória é uma penalidade prevista no contrato para situações em que uma das partes encerra a relação contratual antes do prazo ou descumpre determinadas obrigações. Ela tem justamente a função de estabelecer previamente uma consequência para o descumprimento ou para determinadas situações de encerramento do contrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso dos contratos de prestação de serviços, por exemplo, é possível estabelecer regras para situações como cancelamento do serviço, rescisão antecipada ou descumprimento contratual. Ocorre que <strong>não basta colocar qualquer percentual no contrato.</strong> A cláusula precisa estar de acordo com as características daquela contratação e com a legislação aplicável.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Existe um percentual máximo para a multa rescisória?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é uma das principais dúvidas de quem procura saber se pode cobrar 30% de multa rescisória. É importante ter cuidado com respostas prontas. <strong>Não existe um percentual único que possa ser considerado válido para todos os contratos de prestação de serviços.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise deve considerar o contrato e a situação concreta. Uma multa pode ser questionada quando representar uma penalidade excessiva ou desproporcional, especialmente quando houver uma relação de consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, simplesmente copiar uma cláusula de outro contrato e estabelecer uma multa de 30%, 20% ou 10% pode não ser a melhor forma de proteger o seu negócio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Multa de 30% é considerada abusiva?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não é possível afirmar que toda multa de 30% seja automaticamente abusiva. Quando existe uma relação de consumo, o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor estabelece hipóteses em que determinadas cláusulas podem ser consideradas abusivas, especialmente quando colocam o consumidor em desvantagem exagerada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que<strong> a análise não deve ser feita apenas olhando para o percentual</strong>. É preciso verificar, entre outros pontos, <strong>qual é o serviço contratado, quanto foi pago, o que já foi realizado, quando ocorreu o cancelamento e quais prejuízos a rescisão causou à outra parte.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, uma cláusula de multa rescisória precisa ser pensada de acordo com a<strong> realidade do negócio</strong>, e não apenas com um percentual considerado “padrão”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Posso cobrar multa quando o cliente cancela o contrato?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinadas situações, sim. Se o contrato prevê uma multa para o cancelamento e a cláusula é válida, ela poderá ser cobrada conforme as condições estabelecidas. Mas é preciso analisar também <strong>como e quando o cancelamento aconteceu</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine, por exemplo, um prestador de serviços que reserva uma determinada data para atender um cliente, recusa outros trabalhos e começa a executar atividades relacionadas à contratação. O cancelamento desse serviço pode gerar consequências diferentes de uma contratação que ainda nem começou a ser executada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, uma cláusula de cancelamento bem elaborada deve considerar as <strong>características do serviço prestado</strong> e estabelecer <strong>regras claras para diferentes situações</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">E se o cliente tiver direito de arrependimento?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa pergunta, existe outra situação que costuma gerar confusão: o <strong>direito de arrependimento não é a mesma coisa que a rescisão ou o cancelamento comum de um contrato.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas hipóteses previstas no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, o consumidor pode desistir da contratação dentro do prazo legal, quando a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial, observadas as condições previstas na legislação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, não basta simplesmente aplicar a multa prevista no contrato. É necessário verificar se o direito de arrependimento é aplicável àquela contratação e quais são os seus efeitos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como definir uma multa rescisória para o meu contrato?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de procurar um percentual pronto na internet, o ideal é analisar o seu próprio negócio. A multa precisa fazer sentido diante do serviço que você presta, dos custos envolvidos e dos riscos que você assume quando o cliente cancela ou rescinde o contrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns pontos que precisam ser considerados são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>valor total do contrato;</li>



<li>forma e momento do pagamento;</li>



<li>existência de entrada ou sinal;</li>



<li>prazo de execução do serviço;</li>



<li>custos já assumidos pelo prestador;</li>



<li>possibilidade de substituir aquele cliente por outro;</li>



<li>momento em que ocorre o cancelamento;</li>



<li>natureza da relação entre as partes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, não é recomendável simplesmente colocar “multa de 30%” em todos os contratos. <strong>A cláusula precisa ser analisada dentro do contrato como um todo.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Como evitar problemas com a multa por cancelamento?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma cláusula contratual bem escrita deve deixar claro, entre outras coisas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>em quais situações a multa será aplicada;</li>



<li>qual será a base de cálculo;</li>



<li>quando o cancelamento poderá ocorrer;</li>



<li>quais valores já pagos serão ou não compensados;</li>



<li>o que acontece quando o serviço já começou;</li>



<li>quais são as consequências do descumprimento de cada parte.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais<strong> genérica</strong> for a cláusula, maior pode ser a <strong>dificuldade</strong> de aplicá-la quando surgir um problema. E esse é um dos motivos pelos quais não é uma boa ideia utilizar um contrato pronto da internet sem adaptá-lo ao seu negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cobrar multa rescisória é um direito do prestador de serviços, mas isso não significa que qualquer percentual será considerado válido. Antes de estabelecer uma multa de 30%, 20% ou qualquer outro valor no seu contrato, <strong>é importante analisar as características do seu negócio, da contratação e da relação com o cliente</strong>. Um contrato bem elaborado não serve apenas para formalizar o serviço, mas também para deixar claras as regras em caso de cancelamento e reduzir os riscos de prejuízos e discussões futuras.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-2 wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Proteção de dados em contrato de prestação de serviços</title>
		<link>https://larissadamasceno.com/protecao-de-dados-em-contrato-de-prestacao-de-servicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2025 11:53:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Contrato prestação de serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Direito contratual]]></category>
		<category><![CDATA[LGPD]]></category>
		<category><![CDATA[proteção de dados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje já é possível traçar condutas e diretrizes concretas para efetivamente ocorrer a proteção de dados em contrato de prestação de serviços.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A proteção de dados foi muito debatida com a aprovação e início da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2019). No início foi debatida de forma geral, sem muitos aprofundamentos, pois até mesmo para os operadores do direito era algo abstrato. A ANPD ainda não existia, as coisas estavam, literalmente, tomando forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje já é possível traçar condutas e diretrizes concretas para efetivamente ocorrer a proteção de dados. Neste texto, tratarei especificamente da proteção de dados no contexto de contratual da prestação de serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Popularmente há a crença de que dados e sua proteção são coisas que apenas grandes empresas devem se preocupar, o que perpetua a conduta de falta de zelo que há com dados pessoais importantíssimos, como CPF, endereço residencial e locais que se frequenta com regularidade. Ocorre que tais dados são os mais coletados por golpistas e fraudadores, sendo utilizados das mais diversas formas criminosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A LGPD prevê responsabilização dos agentes tratadores de dados quando comprovada a ligação entre o dano sofrido e a fonte dos dados vazados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, enquanto prestador de serviços, você deve proteger a sua atuação o máximo possível, para que não sofra sanções injustamente. A seguir, uma série de cláusulas que podem ser incluídas no seu contrato, bem como condutas que devem ser tomadas nos processos internos da sua empresa.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Consentimento &#8211;</strong> Cláusula em que o titular dos dados (consumidor) dará consentimento para o uso de seus dados para cumprimento contratual, incluindo a <em>possibilidade de revogação</em>.</li>



<li><strong>Uso dos Dados –</strong> Deixar claro que o uso dos dados será com a <em>finalidade específica</em> de cumprir o contrato.</li>



<li><strong>Alteração, Bloqueio e/ou Exclusão &#8211;</strong> Procedimentos claros e descritos no contrato para corrigir, bloquear ou excluir os dados em caso de necessidade.</li>



<li><strong>Direitos do Titular &#8211;</strong> Garantir que o titular tenha acesso aos seus dados, e possa solicitar alterações e/ou eliminação.</li>



<li><strong>Encerramento</strong> – Após o fim do contrato, uma cláusula deve definir <em>como</em> e em <em>quanto tempo</em> esses dados serão eliminados do sistema do prestador de serviço, inclusive definir se há a necessidade de manutenção legal desses dados após o encerramento contratual (dependerá do tipo de serviço prestado).</li>



<li><strong>Armazenamento </strong>– Os dados devem ser armazenados de forma que apenas o prestador de serviço e eventual colaborador tenham acesso a eles. Exemplo: Dentista e secretária; Arquiteta, estagiário e recepcionista.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas condutas são apenas algumas das várias que podem ser implementadas para a adequação do seu contrato à LGPD. Também deve-se destacar que em cada tipo de contrato/prestação de serviço há suas especificidades, sendo sempre aconselhável que procure seu advogado(a) de confiança para conversar a respeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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